COM A BOCA NO TROMBONE: MAESTRO MOISÉS

13 fev

Quem já colocou a boca num Trombone (no sentido literal, eu digo), sabe a dificuldade de tirar algum som respeitável do instrumento. Não por acaso, está entre os mais xucros deles. Mas está também, e isso não é pouco, entre os mais belos e monumentais! Se for Trombone de vara (há também o de pisto), então, dobre-se o grau de dificuldade na execução. Exige muita sensibilidade do instrumentista, pois, assim como violinos, violoncelos, contrabaixos acústicos e fretless, por exemplo, não conta com marcações precisas de escala de tons.

Clube do Jazz ficou honrado em receber, em pleno janeiro, um trombonista de raízes sergipanas e forte sotaque brasileiro: Maestro Moisés Trombone. Em conversa tranquila ao vivo, além de sua história na música, também executou trechos de temas como “Manhã de Carnaval” e “As Rosas não Falam”. Lindo demais. Me empolguei tanto que me atrevi a assoprar no bocal do Trombone dourado. Sem comentários.

Maestro Moisés falou muito sobre o instrumento, os desafios, a beleza, e também sobre grandes heróis trombonistas: J. J. Johnson e Curtis Fuller, nos Estados Unidos, Raul de Souza, no Brasil. Este último, verdadeira lenda, considerado um dos tops do instrumento em escala mundial.

Após o Programa, rumamos direto para o Murato, onde o Quarteto Clube do Jazz esperava o Maestro e seu amigo dourado de braços abertos. O então Quinteto CJ fechou o ambiente na hora. Ficou irresistível demais aquela música. Em “Quintessência”, de J. T. Meirelles, hino do Samba Jazz, teve gente que até dançou!
A propósito, alguém aí já ouviu o som de um solo de Trombone? Tá esperando o quê?

Ernesto Seidl é produtor e apresentador do Clube do Jazz

2 Respostas to “COM A BOCA NO TROMBONE: MAESTRO MOISÉS”

  1. Rafael Jr. março 2, 2011 às 2:59 pm #

    A jam session com o Maestro Moisés Trombone no Muratto foi demais, parecia ibem ensaiado, espero que ele venha tocar conosco na próxima festa de aniversário do programa!
    Ah, para os apaixonados, como eu, pelo som do trombone, recomendo ainda o Fred Wesley (diretor musical de James Brown, arranjador de temas do Soulive) e o brasileiro François de Lima!
    Abraços,
    Rafael Jr.

  2. vilson ladeia da silva outubro 11, 2012 às 1:52 pm #

    Fala meu amigo Muche! Lendo o comentário de seus trabalhos, fico alegre porque você faz bem e sabe fazer. Desde já meus parabéns. Deus sempre esteja com sua mão estendida junto com os seus. Ladeia

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