FESTA DE ANIVERSÁRIO DO CLUBE DO JAZZ: JÁ É TRADIÇÃO

4 maio

Se o Jazz é uma forma insubstituível de arte, por expressar sentimentos de modo único e imprevisível, para celebrar essa arte é preciso muito… JAZZ, ora bolas! E isso não faltou de jeito nenhum na Festa que marcou os 4 anos de vida do Clube do Jazz. Foram doses longas, belíssimas e surpreendentes de muita música. O público até ficou semi-envergonhado para pedir um bis. Mas ele veio, lá pelas 3 e meia da madrugada, já nem sei mais se chovia cacau, canivete ou baldes d’água. Who cares? Cantaloop Island fechou a maratona musical corrida até o fim pelos atletas do Quarteto Clube do Jazz. Habib, Robson, Saulinho e Rafael Jr. provaram estar em forma.

Foi uma Festa no sentido completo do termo: público engajado e atento, pessoas se conhecendo, trocando impressões, compartilhando preferências. Noite para ver o rosto daqueles que formam um tipo de família virtual que se reúne a cada quarta-feira à noite, cada um em seu canto e a seu modo. E o velho Capitão Cook nos serviu de abrigo, uma Arca de Noé a nos garantir refúgio naquele dilúvio.

Quatro anos de uma emissão sobre Jazz numa rádio pública é uma vitória. Não há dúvidas. Uma vitória coletiva, conquistada especialmente pelos ouvintes que têm demonstrado que o programa merece continuar. Gente curiosa, que se permite descobrir, provar, que arrisca, mesmo que às vezes ache aquele solo de 12 minutos um porre! Cruzes! Mas a salvação se dá pelo risco, escreveu Clarice Lispector. A salvação do óbvio, redundante, do chato, do que já sabemos.

Na noite de sábado, 30 de abril de 2011, ninguém sabia ao certo o que ouviria. Claro, tratava-se de Jazz. E aí, The Long and Winding Road, dos Beatles, vira outra coisa; Part-Time Lover, de Stevie Wonder, se transmuta; Somos Todos Iguais Essa Noite, de Ivan Lins, ganha improváveis contornos latin Jazz; Donna Lee, tema de 1947, revive com outro sotaque, sessenta anos mais tarde, no Nordeste do Brasil. O Quarteto Clube do Jazz soube encarnar à perfeição a alma da modalidade musical mais arriscada até hoje conhecida. Quase um esporte de combate. E ainda uniram-se ao Quarteto outros bravos: o flautista João Liberato, o trompetista Gentil, a vocalista Monara e o gaitista Júlio Rego. Tropa de Elite da Música em Sergipe!

Muito obrigado a todos que têm levado calor e força ao Clube do Jazz. Já somos história. E como sabemos, a Arte é longa, mas a Vida é breve.

Grande abraço.
Ernesto Seidl, produtor e apresentador do Clube do Jazz.

Fotos da Festa em:
https://picasaweb.google.com/antoidrex/4AniversarioDoClubeDoJazzAracajuAbrilDe2011#

2 Respostas to “FESTA DE ANIVERSÁRIO DO CLUBE DO JAZZ: JÁ É TRADIÇÃO”

  1. Rafael Jr. maio 4, 2011 às 7:18 pm #

    Foi muito bom! Para o quarteto e pro público, que se mostrou aberto, receptivo, atento, empolgado… Esse feedback arrancou mais gás do grupo, e estamos bem felizes com a noite.
    Obrigado, Ernesto!

  2. Gentil maio 5, 2011 às 12:45 am #

    Que bom que o jazz em Sergipe está sendo apreciado e estimulado.
    Fico bastante feliz por ter sido convidado “de luxo”. Espero que momentos como esse sejam o mais recorrente possível, estarei de corpo e alma prontos para contribuir humildemente com essa arte verdadeira e singular chamada JAZZ!

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